• Inês Monteiro Vasques

Benefícios do cobertor pesado em 7 distúrbios diferentes

Os distúrbios continuam a ser um problema sério para muitas pessoas em todo o mundo, e por isso, é necessária uma solução eficaz que ajude os cidadãos a lidarem com os distúrbios

e proporcione um sono de qualidade.

Conseguir um cobertor pesado de qualidade é uma boa ideia porque ajudará no alívio em qualquer perturbação. Um que ofereça um retorno de 365 noites sem complicações é a opção perfeita, e é aí que entra o blanky. Claro, podemos ser um pouco tendenciosos, mas sabemos o quão bons são nossos cobertores. Adicionando o facto que este método é utilizado há mais de 15 anos para fins terapêuticos e que os seus benefícios estão clinicamente comprovados.


A par de estudos científicos os cobertores pesados ajudam nas condições de:


1. PERTURBAÇÃO DO ESPECTRO DO AUTISMO (PEA)


O autismo é uma perturbação global do desenvolvimento infantil que se prolonga por toda a vida e evolui com a idade. As características essenciais da Perturbação Autística são a presença de um desenvolvimento anormal ou deficitário da interação e comunicação social e um repertório restritivo de atividades e interesses.


As pessoas com autismo ou disfunções de processamento sensorial, devido ao ineficiente processamento neurológico, têm problemas com modulação e regulação sensorial. A Perturbação de Modulação Sensorial, surge quando a criança tem uma reatividade excessiva ou insuficiente a estímulos sensoriais, ou pelo contrário, quando tem uma capacidade muito reduzida de manter o alerta. Neste sentido, a criança tem dificuldade em dar uma resposta apropriada em relação à intensidade, natureza ou grau do estímulo. As crianças podem ser hipersensíveis, hipossensíveis ou manifestar comportamentos de procura sensorial.


Os benefícios das afirmações sensoriais positivas, como abraços, são remédios bem conhecidos para turbulências emocionais. Estudos revelaram que o cérebro humano produz oxitocina ao abraçar ou acariciar, o que aumenta a sensação de bem-estar emocional de uma pessoa. A oxitocina também é conhecida como a hormona que aumenta os sentimentos de união e confiança humana. É por isso que crianças e adultos autistas procuram sensações de Deep Touch Pressure na forma de toque, abraços.


No entanto, crianças e adultos com autismo nem sempre respondem bem ao toque de estranhos. Muitas vezes o toque é interpretado como um estímulo doloroso e que incomoda bastante. Portanto, os abraços de outras pessoas às vezes podem causar mais sofrimento emocional e até mesmo dor.


Dessa forma, os resultados do uso de um cobertor pesado para crianças com autismo foram muito melhores. Isto ocorre porque o cobertor pesado aplica uma sensação mais suave de abraço, sem o contato indesejado com o corpo de um estranho. Os mesmos resultados também foram observados para adultos com autismo.

2. STRESS E ANSIEDADE


De acordo com vários especialistas portugueses a ansiedade – que afeta crianças, adultos e idosos – é uma das perturbações mais comum em Portugal. Principalmente em plena pandemia, tem provocado situações de stress e ansiedade vividas em família e que levam à exaustão e ao burnout.


A ansiedade pode causar vários problemas na vida das pessoas como, tonturas, aumento do ritmo cardíaco e da temperatura, incluído a falta de sono. As pessoas que sofrem deste transtorno normalmente experimentam um efeito “bola de neve” de pensamentos ansiosos quando tentam adormecer, causando cansaço mental extremo.


A partir da utilização dos cobertores pesados é possível usufruir da técnica Deep Touch Pressure (DTP). Este método recorre ao peso extra do cobertor para fazer pressão localizada nos músculos, relaxando o corpo à semelhança de uma massagem, um efeito que proporciona uma noite mais descansada. Em concreto, esta técnica estimula de forma natural a libertação no organismo de “hormonas da felicidade” – como a serotonina – e do “sono” – como a melatonina – que permitem uma combinação hormonal provocando sensações de calma no sistema nervoso, regulando ainda o ciclo do sono.


De acordo com um estudo de sono, onde utilizaram estes cobertores para medir a ansiedade, mais de 60% dos participantes disseram que se sentiam aliviados enquanto dormiam sob o seu efeito. A pesquisa também mostrou efeitos positivos para pacientes com Transtorno de Stress Pós-Traumático (TEPT) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

3. INSÓNIA CRÓNICA


É definida como uma experiência subjetiva de sono inadequado ou de qualidade limitada, apesar de existir uma oportunidade e condições adequadas para dormir.


Pode ainda ser definida como uma dificuldade em iniciar o sono (insónia inicial), dificuldade em mantê-lo (insónia intermédia), acordar muito cedo (insónia terminal) ou, embora com menor frequência, um sono não restaurador ou de má qualidade. Quanto à duração, pode ser aguda (duração inferior a quatro semanas) ou crónica (duração superior a quatro semanas) com os sintomas a ocorrer pelo menos em três noites por semana.


A insónia crónica é, geralmente, resultado do stress, acontecimentos traumáticos de vida ou hábitos que perturbam o sono. Tratar a causa subjacente pode resolver o problema, pode levar anos até que seja possível voltar a ter um sono normal.


O ato de dormir preenche aproximadamente um terço da nossa vida e, tal como acabámos de ver, não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico. O facto de não dormirmos prejudica gravemente os processos cognitivos, nomeadamente, a atenção, a concentração, o raciocínio e a capacidade para a resolução de problemas.


Nos países europeus o aumento dos gastos com os “medicamentos para dormir” é uma realidade e constitui uma preocupação crescente. Em Portugal, de acordo com os resultados obtidos em alguns estudos, 28,1% da população com mais 18 anos sofre de sintomas de insónia, pelo menos três noites por semana (nas pessoas com mais de 65 anos, as queixas de insónias chegam aos 50%), com repercussões negativas na saúde e na qualidade de vida. É o distúrbio do sono mais frequente no adulto e associa-se a importantes consequências, como o aumento da mortalidade causada por doenças cardiovasculares, distúrbios psiquiátricos, diabetes, acidentes e absentismo laboral.


Existem variações do sono ao longo da vida que são normais, mas a insónia nunca é normal. A insónia pode ser uma doença em si mesma, um sintoma de outra doença ou consequência de má higiene de sono e de vida.


O tratamento para a insónia mais utilizado é o farmacológico, com recurso a medicação indutora de sono. No entanto, esta abordagem não traz alterações sustentadas na qualidade do sono, apenas induz o sono através de substâncias químicas que acabam por causar dependência, entre outros efeitos secundários indesejados.


Diversas hormonas podem desempenhar um papel importante nas perturbações do sono, como a serotonina – hormona da felicidade – que permite ajudar a controlar ou eliminar pensamentos negativos e ações que o mantém acordado. De acordo com o estudo, o relaxamento muscular, provocado pelos cobertores pesados, a pessoa poderá usufruir da redução da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e da produção de urina, a consolidação da memória e o controle da temperatura corporal. E, assim, conseguir ter uma boa noite de sono.

4. SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS


A síndrome das pernas inquietas é uma doença crónica com um impacto importante na qualidade de vida. A síndrome das pernas inquietas é definida como uma sensação desconfortável nas pernas, nos braços ou em ambos os membros, quando se está sentado ou deitado, e que se associa uma vontade irresistível de os mover. É uma doença crónica, que interfere de forma importante com a qualidade de vida. Pode ocorrer em qualquer idade e geralmente agrava-se com o avançar da idade.


A causa desta doença é desconhecida, mas um terço ou mais das pessoas com a síndrome das pernas inquietas têm fatores hereditários associados. Nestes casos, a doença é crónica e os sintomas podem piorar com o tempo.


Esta doença neurológica crónica, não tem cura e em que a qualidade de vida destas pessoas é profundamente afetada. Segundo especialistas, a síndrome das pernas inquietas ocorrerá em 1% a 1,5% da população portuguesa, o que é um número muito elevado.


Os sintomas surgem depois de algum tempo em repouso, quando se está deitado ou sentado, e são mais frequentes à noite e aumentam com a ansiedade. Existindo situações graves, ou seja, o desconforto pode ser tão grande que há pessoas que passam décadas com noites horríveis. O impacto dá-se sobretudo ao nível da qualidade do sono, já que este apresenta um padrão “muito fragmentado”. Por esta razão, as consequências da doença fazem-se sentir durante a noite, porque não dormem, e também no dia seguinte, devido à grande sonolência, cansaço e exaustão.


A boa notícia é que os cobertores pesados são conhecidos pela sua capacidade de aplicar pressão uniforme nas pernas do doente, aliviando o desconforto. A ocitocina – também conhecida pela hormona do amor devido às sensações de prazer e afeto - libertada no cérebro devido aos efeitos da terapia de pressão através do toque continuo do cobertor também permite reduzir o stress provocado pela doença.

5. FIBROMIALGIA


A fibromialgia é um dos maiores mistérios da medicina. É uma síndrome que se carateriza por dor musculoesquelética difusa, generalizada e de evolução muito variável, e por um aumento da sensibilidade a alguns estímulos, nomeadamente, o stress emocional e o esforço físico. Acompanha-se frequentemente de fadiga, alterações do sono e problemas de memória e de concentração.


O paciente com fibromialgia tem múltiplas dores pelo corpo e sente-se constantemente esgotado. Além da dor muscular generalizada e da sensibilidade excessiva em muitas áreas do corpo, os pacientes fibromiálgicos também costumam sofrer de fadiga, sono excessivo, dores de cabeça e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade.


Trata-se de uma patologia muito frequente, que afeta 2-4% da população geral e com forte predomínio no género feminino. A sua causa não está bem esclarecida, mas pensa-se que tem origem numa alteração dos neurotransmissores e do processamento da dor pelo sistema nervoso periférico e central, agravada pelas situações de stress físico e/ou emocional, pelas alterações do sono e pelo frio.


As manifestações clínicas são muito heterogéneas, como a fadiga matinal que ocorre mesmo que o paciente tenha dormido mais de 10 horas durante a noite. A sensação é de um sono não revitalizante. Os pacientes acordam com frequência durante a madrugada e têm dificuldade em voltar a dormir.


Alguns trabalhos mostram que estes pacientes não se conseguem manter no estágio 4 do sono, o sono profundo, também conhecido como sono restaurador. Sendo muito comum a associação da fibromialgia com a síndrome da fadiga crónica, depressão e distúrbios de ansiedade. Cerca de 70% dos pacientes com fibromialgia desenvolvem um dos dois distúrbios ao longo da vida.


Uma das terapias inclui a aplicação de pressão leve e constante pelo menos 11 dos 18 pontos sensíveis no corpo. O uso de cobertores pesados é benéfico para esta perturbação porque ao induzir pressão constante em todos estes pontos, proporciona alívio aos pacientes, melhorando a sua qualidade do sono e vida, as dores e a sensação de cansaço.

6. PARKINSON


A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico do movimento, progressivo e degenerativo que afeta aproximadamente milhares de pessoas. Embora seja muito mais comum em pessoas acima de 60 anos, o número de pessoas mais jovens diagnosticadas com a doença está a aumentar.


Resulta da redução dos níveis de uma substância que funciona como um mensageiro químico cerebral nos centros que comandam os movimentos. Essa substância é a dopamina. Quando os níveis reduzem, dá-se a morte das células cerebrais que a produzem.


Estima-se que cerca de 20 mil portugueses sofram desta doença. Os hospitais centrais registam por ano mais de 1800 novos casos e prevê-se que, com o aumento da longevidade da população, esta enfermidade aumente nos próximos 20 anos, afetando cerca de 30 mil pessoas.


Segundo uma equipa de investigadores, 80 por cento dos doentes de Parkinson têm insónias, sono descontínuo durante a noite e sonolência de dia. Assinalando ainda, que os sintomas não-motores da patologia, como as perturbações de sono, ocorrem dez a 20 anos antes dos sintomas motores, como tremores e lentidão de movimentos.


A doença de Parkinson não tem cura, mas existem formas terapêuticas para minimizar os sintomas e permitir uma melhoria da qualidade de vida. Uma delas é a utilização de cobertores pesados que oferecem conforto, segurança e alívio da ansiedade – uma abordagem natural e sem receita. A rigidez dos músculos e das articulações não é apenas desconfortável, como também afeta a postura e a estabilidade. Uma das vantagens do cobertor pesado é a capacidade de reduzir a gravidade destes problemas por meio da estimulação de toque de pressão profunda. Colocar um cobertor pesado sobre o corpo distribui suavemente a pressão sem ser restritivo - funcionando como uma massagem de corpo inteiro.


Com esta estimulação, o corpo responde produzindo mais serotonina, transformando o humor do doente. Como é necessário dormir profundamente para que o corpo possa restaurar-se, é mais fácil quando a serotonina se transforma em melatonina, a hormona que induz o sono. Assim, toda a família pode relaxar com o conforto e a paz que o cobertor pesado induz nos doentes.

7. APNEIA DO SONO


A apneia do sono é uma condição caracterizada por respiração anormal durante o sono. Pessoas com apneia do sono têm múltiplas pausas prolongadas na respiração quando dormem. Esses lapsos respiratórios temporários causam sono de baixa qualidade e afetam o suprimento de oxigênio do corpo, levando a consequências potencialmente graves para a saúde.


Esta condição pode levar à privação do sono devido a interrupções noturnas constantes e um sono geral mais superficial. A falta de sono está associada a consequências de saúde de longo alcance que afetam uma pessoa física, mental e emocionalmente e, como resultado, não é nenhuma surpresa que a apneia do sono tenha sido associada a diversos problemas de saúde.


Por afetar o equilíbrio do oxigênio no corpo, a apneia do sono não tratada aumenta os perigos de vários tipos de problemas cardiovasculares, incluindo pressão alta, ataque cardíaco, doença cardíaca e derrame.


Mudanças no estilo de vida, como perder peso, reduzir o uso de sedativos, dormir de lado e utilização de um cobertor pesado, podem resolver alguns casos de AOS. Conseguir um cobertor pesado poderá ser uma boa decisão para ajudar a resolver os problemas de ter uma boa noite de sono. Um dos maiores benefícios que se pode esperar, ao usar o cobertor, é a produção de mais ocitocina – a hormona do amor - que ajuda as pessoas que sofrem de apneia do sono.


Com a sensação de receber um abraço, o corpo vai responder positivamente porque se vai sentir seguro e, ao mesmo tempo, diminui a produção do cortisol – hormona do stress – possibilitando um relaxamento por todo o corpo. Com a redução da frequência cardíaca, o paciente respira melhor e facilita em obter um sono reparador.

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