O sono!!

Atualizado: 6 de Out de 2020

O sono está intimamente ligado à vida das pessoas, na medida em que dormir reúne várias funções relevantes e indispensáveis para a sobrevivência humana.

Com efeito, o sono é uma função biológica fundamental na consolidação da memória, na visão binocular, na regulação da nossa temperatura, na conservação da energia, na restauração do metabolismo energético cerebral, na secreção hormonal, no fortalecimento do sistema imunitário e no amadurecimento do sistema nervoso central.


O Ato de dormir preenche aproximadamente um terço da nossa vida e, tal como acabámos de ver, não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico.

O facto de não dormirmos prejudica gravemente os processos cognitivos, nomeadamente, a atenção, a concentração, o raciocínio e a capacidade para a resolução de problemas.

A quantidade de sono, a distribuição de estágios e ritmo circadiano varia de pessoa para pessoa e varia ao longo de todo o desenvolvimento humano. Na verdade, a idade, o organismo e os nossos níveis de atividade física e mental afetam o quanto precisamos de dormir.


É durante a gravidez que os estados de sono se formam. Um recém-nascido dorme quase todo o dia; a partir dos 6 meses dorme cerca de 13 horas por dia; aos 24 meses dorme cerca de 12 horas e aos 4 anos entre 10 a 12 horas diárias. Ao longo da infância, as crianças dormem cerca de 10 horas por noite o que diminui significativamente na adolescência, não tanto por razões biológicas, mas essencialmente por razões socioculturais. Embora seja considerado que os humanos necessitam de 8 horas de sono por noite, na vida adulta decresce a quantidade e varia o ciclo do sono em função da idade e de fatores externos.


Existem dois padrões de sono: REM e não-REM. O primeiro é o mais difícil de se alcançar, pois é um estágio mais profundo, momento em que o corpo realmente consegue relaxar.

A respiração e o ritmo cardíaco tornam-se irregulares, os olhos mexem muito, a pessoa não se move porque há um bloqueio dos impulsos nervosos e surgem os sonhos.

Os estágios anteriores ao REM (não-REM), divide-se em 4 fases, sendo que na I e II a pessoa pode acordar facilmente, enquanto que na III e IV há maior dificuldade em acordar.

À alternância entre os períodos que passamos acordados e os períodos em que dormimos, chamamos ciclo vigília-sono. Ao amanhecer, começa a ser liberado o cortisol que prepara o corpo para a atividade. De outra parte, ao anoitecer começa a ser liberado no organismo a melatonina que atinge seu pico entre 22h a 24 h.

Nalgumas situações, este ciclo pode encontrar-se alterado. Falamos das perturbações de sono. Estas podem afetar tanto adultos como crianças e adolescentes e têm consequências no ajustamento emocional e social.


Quanto às perturbações temos, nomeadamente: terrores noturnos, sonambulismo, ansiedade, apneia, Síndrome de fase de sono retardada, hipersónia e a insónia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que “27% das pessoas que recorrem aos cuidados de saúde primários têm problemas com o sono e uma em cada quatro pessoas já teve, pelo menos, um episódio de insónia numa qualquer noite da sua vida”. Por outras palavras, esta é, comprovadamente, a principal perturbação do sono. A insónia pode significar dificuldade em adormecer, manter o sono ou acordar demasiado cedo.

Há várias questões que influenciam na perda de sono. As questões emocionais e psicológicas estão nesse processo.


Além da qualidade de vida, os distúrbios do sono também colocam em causa a segurança pública, porque aumentam o número de acidentes industriais e de tráfego. “As estimativas sobre o índice de acidentes e mortes causados por sonolência ou cansaço variam de 2% a 41%, com alto custo em termos financeiros e da própria vida.”


Por outro lado, o aumento das despesas com fármacos para dormir é uma realidade e constitui uma preocupação crescente.

Desta maneira, as perturbações do sono constituem um problema de saúde pública.

Aqui chegados, lembremos algumas dicas para uma melhor noite de sono:

• Manter um horário de sono regular;

• Praticar exercício;

• Evitar estimulantes como cafeína ou chá durante a noite;

• Não comer demasiado;

• Não fumar, nem ingerir álcool;

• Relaxar antes de se deitar;

• Se não conseguir dormir, não fique deitado. Levante-se e faça alguma atividade até voltar a sentir-se com sono;

• Preparar um ambiente acolhedor e confortável.


Quando aqui falamos num ambiente acolhedor e confortável deveremos ter em conta que, a melatonina e a serotonina são essenciais para um sono tranquilo e são produzidas naturalmente pelo organismo, só que nem sempre em quantidade suficiente. No caso da melatonina, por exemplo, os seus níveis diminuem com o avançar da idade. Ao estimular naturalmente a produção destas hormonas, um colchão confortável, a temperatura ambiente amena e um cobertor pesado contribuem para um sono de melhor qualidade e mais duradouro.

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